Pois é, parece que voltei! E
voltei pior do que parti. Mudou tanta coisa. Sabes aqueles medos que tinha desde
a minha última vinda aqui. Aqueles medos de tudo voltar a ser igual de voltar a
não ser correspondido. Foi tudo diferente. Fui feliz sabes!? Fui feliz como
nunca tinha sido na vida. Senti-me alguém, senti que fazia sentido cá andar
porque havia alguém que me valorizava que me amava. Ouvi um amo-te pela
primeira vez. Foi tão bom! Fui amado pela primeira vez! Foi tão reconfortante!
Fui abraçado e beijado! Fui mimado! Fui o homem mais feliz da vida do mundo.
Amei como nunca tinha amado. Se existe mulher perfeita eu conheci essa mulher
amei essa mulher e essa mulher amou-me, pelo menos quero acreditar que sim.
Agora estás tu a perguntar: “Então
se conseguiste isso tudo e que fazes aqui novamente?” Pois essa é a pior parte.
Perdi tudo. Há 7 meses que tudo perdi! Morri! Dois anos mágicos que vivi e
agora aqui estou de volta a estas quatro paredes, em frente ao computador a
escrever para ti. Escrevo para ti porque não tenho a quem recorrer. Não tenho
um ombro que receba as minhas lágrimas que vão caindo para cima do teclado. Não
tenho quem me abrace, já nem sei o que isso é. Não tenho nada a não ser esta
dor que me consume e me está a matar aos poucos. Voltei a ser o inútil que
ninguém quer saber. Sou só mais um neste mundo. Mais um que se fosse menos
ninguém dava por isso.
“Porquê?”
Não me faças perguntas que cheio
de porquês ando eu…. Porquê o fim de uma relação que tinha tudo para dar imensos
frutos pela vida fora? Porquê estar de novo neste estado? Onde é que errei? Que
raio de pessoa sou eu que em 25 anos não consegui manter uma única amizade
sincera e verdadeira que possa estar ao meu lado nos maus momentos? Porquê que
não consigo simplesmente ser feliz? Eu que sempre fiz tudo pelos que gosto. Eu
que movo montanhas pelos que amo. Porquê? Porquê? Porquê? Porquê?
…….
Já esperava essa resposta da tua
parte. Aliás ninguém me dá respostas porque irias ser tu a dar!? Faríamos hoje,
20 de Novembro, 2 anos e 7 meses. Não há dia em que não pense nela. Não há dia
em que não sinta a sua falta. Era o meu tudo, no início gostava quando lhe
dizia isso mas para fim já dizia que não podia ser o tudo. O que é uma relação se não
formos o tudo um para o outro?
